quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O TEATRO É...

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CRIAÇÃO SIDNEI DE OLIVEIRA

PARTICIPAÇÃO: JEFFERSON KAIBERS E CAMILA.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Olá meus caros blogueiros, aqui estou para dissertar a respeito da peça “O Mal Entendido” apresentado pelo projeto do Palco Giratório do SESC Cascavel - PR. Acompanhe o artigo e de seus pitacos.

Conhecida como uma das mais importantes peças de Camus, "O Mal Entendido" foi escrita durante a Segunda Guerra Mundial e encontra-se no eco da atualidade em temas como a busca pelo pertencimento, a não-violência e a comunicação difícil entre pessoas aparentemente próximas. O espetáculo encenado pela carioca Cia Galharufa é do gênero dramático, o qual é confeccionado pelo estilo tradicional de palco italiano. O texto do projeto é explanado transpondo pontos e virgulas, sendo assim o conjunto da obra apresenta-se de forma densa. A peça é extremamente previsível, pois o mistério em que envolve os personagens denuncia o desfecho. Nas interpretações não houve reciprocidade, criando-se no ensejo um distanciamento, porém isso foi justificado pelos atores que criaram a montagem partindo de um grupo de elenco. O cenário e a iluminação demonstra o costume de praxe que as companhias do Rio de janeiro possui de reproduzir os efeitos televisivos. Embasado neste contexto deparei-me com uma estrutura de antemão adaptada para o ambiente, o qual dispersou a magia construída pelo enredo. Na atuação dos personagens destaco o trabalho da atriz, da qual interpretou com maestria a mãe, pois foi a única que segurou o espetáculo esbanjando naturalidade, os demais dentro de sua criação construíram caricaturas. O figurino simples de cores escuras sintetizava o suspense da obra, achei o mesmo funcional. A falta de sintonia da trupe foi transparente, assim como o tecido utilizado no elemento cênico, pois a convivência é de fundamental importância ao trabalho de veracidade do ator, compondo no ato uma cumplicidade orgânica. Foi o que na minha concepção faltou, pois o canal transmissor afastou o receptor da mensagem. As trocas de cenário foram desnecessárias, pois essa desconstrução foi uma cena a parte, com se no ato fosse o intervalo da exibição cinematográfica, desfazendo no momento a emoção ficcional.
Por Sidnei de Oliveira